Frase do dia
- Para que existes tu se já existo eu?
A amizade respondeu:
- Para repor um sorriso onde tu deixaste uma lágrima.
Haverá a alegria ou a tristeza...
O mundo está cheio de pessoas...
A nossa sociedade é diferente da dos tempos passados. Simplificando muito, podemos recordar três características dos tempos actuais, servindo-nos de objectos. São três coisas boas, que certamente temos em casa, mas que podem ajudar-nos a denunciar três aspectos negativos da sociedade.
IOGURTE
O iogurte tem um prazo de validade: não pode ser consumido a partir de uma data determinada do saboroso produto.
Na nossa sociedade, parece que tudo tem um prazo de validade. Tudo serve enquanto nos dá prazer, nos apetece, nos convém. Passado esse tempo, deita-se fora.
O exemplo desta mentalidade está no aumento dos divórcios, como se o amor fosse a prazo, como se fosse impossível a fidelidade no amor para toda a vida.
MICROONDAS
O microondas faz muito jeito, pois rapidamente se prepara uma refeição. Pode não ficar muito gostosa, mas é rápida.
Na nossa sociedade, todos andamos muito excitados, a correr, apressados, sem tempo para nada. corremos de um lado para o outro, sem saber bem para onde caminhamos.
O exemplo desta mentalidade está na agitação frenética que não nos deixa tempo para o silêncio, para a oração.
ASPIRINA
A aspirina é a solução que encontramos para todas as dores que vão aparecendo, sem ser preciso consultar o médico.
Uma das características da nossa sociedade é a versão a todo o sofrimento. Desejamos viver com toda a comodidade e bem-estar, rejeitando tudo o que faz sofrer.
Um exemplo desta mentalidade está na dificuldade em aceitar o sacrifício, o esforço para fazer o bem.
Não se tem nada contra estas três coisas. Mas podem servir de aviso para quem aposta na diferença.
Cavaleiro da Imaculada
Pois é, voltei a aderir aos transp públicos por motivos económicos. Portanto, hoje, as 07:05 já estava eu a sair de casa. Ou seja, 40 minutos mais cedo que o normal. Pego no meu belo Peugeot 206 e lá vamos nós até a estação de comboios. Quando este parece, lá entro eu de novo naquele ambiente. Vê-se de tudo; pessoas ainda a dormir, pessoas com cara de mau humor matinal, uns a ler o jornal outros com o seu belo livro, etc, etc... Chegando ao fim do percurso, lá saio eu no meio daquela gente toda e sigo para o segundo transporte: o barco. Pois é, pela 1ª vez na minha vida, nos meus 26 belos anos, eu vou apanhar o barco do Tejo. Pensava eu que aquilo era capaz de não correr lá muito bem, mas afinal até fiquei espantada. A viagem correu muito bem. Quando chego à outra margem, penso : " e agora, onde pára o autocarro". Decido seguir em frente e lá está a paragem. Achei-a com bastante rapidez. Sento-me no banco e fico à espera do autocarro, pois ainda faltavam uns minutos para ele chegar. Passado esse tempo, e já com alguns minutos de atraso, lá aparece ele. Entro e penso: "Vamos lá ver se não me perco". Passado algumas voltas, e devo dizer que aqueles motoristas teem a mania de acelarar feitos malucos, lá reconheço a rua onde devo sair. E foi assim a minha 1ª ida pró trabalho de transportes públicos. Correu melhor do que eu esperava. E, devo dizer, que talvez não seja uma má opção, pois chega-se ao trabalho menos stressada. Não tenho o pára-arranca da A5, não tenho o stress do transito... É claro que se demora mais tempo, que custa mais à vinda para casa, mas não se apanha o cansaço do transito, em que temos de ir concentrados para ver se com a fúria de estar parados não se bate no vizinho da frente.